terça-feira, 28 de abril de 2009

Não é essa a Cristina que conheço: “que não espera por um final feliz e que pode inventar um final feliz.” Hoje você pode estar desesperançosa, mas tenho certeza que no final o final será feliz, muito feliz; pois mais do que ninguém você merece. E não terá que inventar final algum para ser verdadeiramente feliz, uma vez que, ao escrever sua história, a verdade, a retidão, a compreensão fazem parte das palavras com que escreve sua história e sua vida.
É verdade quando diz que poderíamos ter vivido um sonho de maneira diferente, mas acredito também, que podemos ainda viver muitos outros sonhos juntos. Não agora que estamos fragilizados; mas quem sabe no futuro. Com grandes surpresas a vida nos aguarda. Só vivendo para ver o que nos espera.
Sem dúvida a amizade é a forma mais segura de amar alguém, mas quem disse que a vida é segura.
É verdade, também, que quando nossos sonhos se desmoronam, pensamos que viveremos, eternamente, nos destroços ou que não conseguiremos mais viver sem eles. Contudo, lá vem nosso espírito de defesa e faz com que consigamos construir com pedras do desmoronamento outros castelos. Agora mais firmes, mesmo que demoremos muito tempo ainda para construí-lo.
Aprendi com você que não devemos viver com alguém por ter piedade. Não quero isso para mim. Sei que tenho muito que crescer, mudar, me tratar (de muitas maneiras) e também sei que assumir a culpa não significa mudar. “Assumir uma falha, não tapa os buracos.” Mas sei que conhecendo as falhas não cairei no mesmo caminho equivocado, que levou à grandes desconfortos. O que passou
Com cabeça erguida e dignidade, eu caminharei em busca da felicidade e quero que encontre a sua. Não que invente, mas que a encontre. Que o final da história tenha um final que merece ter. um verdadeiro e final feliz, vivido e não inventado.
Na viagem que a vida é, muitas são as partidas, no entanto, muitos são os reencontros.

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